quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Lula é o melhor presidente que a Bolivia já teve

Em 2006, Brasil e Bolívia assinaram um acordo, já renovado duas vezes, para regularizar a situação dos nacionais de ambos os países que migraram clandestinamente de um para o outro. Nesse período, o convênio beneficiou cerca de 50 mil bolivianos, a maioria vivendo em São Paulo - e somente 8 brasileiros. Agora, o governo boliviano prepara a expulsão de cerca de 5 mil brasileiros que vivem na área fronteiriça dos Estados de Pando e Beni.

Assim que assumiu o governo da Bolívia, Evo Morales interrompeu a campanha, financiada pelos Estados Unidos, de substituição das plantações de coca por culturas que permitissem aos agricultores locais levar uma vida digna. Afinal, Morales é um líder cocalero que fez carreira política prometendo liberar o plantio das folhas de coca, cujo uso, segundo ele, é parte inextricável da ancestral cultura indígena de seu país. Pouco se lhe dá que folhas que não são mascadas nem queimadas em rituais religiosos - e são muitas toneladas delas - sejam transformadas, primeiro, em pasta e, depois, em cocaína refinada.

Assim, desde que Evo Morales está no poder tem aumentado sistematicamente a produção de coca e, consequentemente, a de cocaína. Só no ano passado, segundo o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, a área de cultivo aumentou 6% e o potencial de produção de cocaína cresceu 9% na Bolívia.

Cerca de 70% da droga vem para o Brasil. Parte é consumida aqui e o restante é contrabandeado para outras partes do mundo. Trata-se da principal atividade do crime organizado - com o poder de corrupção e de violência que transformaram os morros do Rio de Janeiro em áreas liberadas, onde não entram as instituições do Estado, e que já ameaçam cidades do interior de vários Estados. Não se pode dizer, portanto, que a sorte dos cocaleros bolivianos não interessa a nós, brasileiros.

O problema é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sobre esse problema uma visão muito peculiar, própria de quem acha que deve fazer o possível e o impossível para ajudar o compañero Morales. No sábado, na região do Chapare, o principal centro cocalero da Bolívia, ele não apenas usou um colar feito com folhas de coca, como liberou crédito de US$ 21 milhões para a compra, pelo Brasil, de têxteis bolivianos. Esse crédito era, até 2008, fornecido pelo governo americano, como parte do Programa de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas. Deixou de ser fornecido porque Morales interrompeu o programa de erradicação da coca. Agora, o Brasil faz seu programa às avessas: dá dinheiro para quem produz a droga que envenenará a juventude nas grandes cidades brasileiras.

Nessa mesma visita à Bolívia, o presidente Lula reclamou do presidente Evo Morales uma solução para os brasileiros que vivem na fronteira da Bolívia com o Acre. Em 2006, Brasil e Bolívia assinaram um acordo, já renovado duas vezes, para regularizar a situação dos nacionais de ambos os países que migraram clandestinamente de um para o outro. Nesse período, o convênio beneficiou cerca de 50 mil bolivianos, a maioria vivendo em São Paulo - e somente 8 brasileiros. Agora, o governo boliviano prepara a expulsão de cerca de 5 mil brasileiros que vivem na área fronteiriça dos Estados de Pando e Beni. Os que concordarem em ser removidos para as áreas mais interiores do atrasado Estado de Pando receberão uma pequena ajuda - proveniente de um fundo de R$ 20 milhões fornecido pelo governo brasileiro. Os colonos que insistirem em ficar serão removidos pela força e perderão suas terras e as benfeitorias que sobre elas construíram. Em defesa desses brasileiros desassistidos, o presidente Lula solicitou gentilmente a seu colega bolivariano que os trate “com carinho”. Ou seja, o governo brasileiro não moverá uma palha - além dos R$ 20 milhões entregues ao governo boliviano - para ajudar os colonos brasileiros. Não correrá o risco de desagradar ao compañero Morales.

O terceiro gesto de solidariedade em relação à Bolívia, nesta viagem, foi conceder um financiamento de US$ 332 milhões do BNDES para a construção da estrada Villa Tunari-San Ignacio de Moxos, ligando os Estados de Beni e de Cochabamba. A estrada será construída pela empreiteira brasileira OAS, escolhida pelos bolivianos. Como a obra já foi iniciada e parada por causa de denúncias de irregularidades no acordo entre a Administradora Boliviana de Estradas e a OAS, e porque não há acordo sobre detalhes ambientais - a via cortará um parque natural e reservas indígenas -, não será precaução demasiada o BNDES lançar esses US$ 322 milhões nos créditos de liquidação duvidosa. Isso porque qualquer controvérsia a respeito do crédito “será dirimida por negociação entre as partes, por via diplomática”. Assim, nem de pai para filho. Afinal, Morales está em campanha eleitoral e conta com a ajuda de Lula.

sábado, 22 de agosto de 2009

A trairagem

Desde que tomou posse em 2003, Lula não fez outra coisa que oferecer seu apoio a ditadores e a dilapidar a economia brasileira com governos da região, porém, claro, somente com os pertencentes ao Foro de São Paulo ou republiquetas africanas onde ele afirma que os brasileiros têm "dívidas históricas"

Enquanto recebe Uribe e diz que "a Colômbia é soberana para fazer em seu país aquilo que melhor lhes convenha", com relação aos acordos recém feitos com os Estado Unidos, pelas suas costas - e mais uma vez estabelecido no recente encontro do Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo - exige explicações acerca da presença norte-americana nas bases militares da Colômbia. Lula vê nessa presença uma ameaça à soberania e segurança hemisférica, mas não diz nada dos acordos militares entre a Venezuela e a Rússia recém firmados (Chávez pode?), tampouco da entrega de lança-foguetes venezuelanos às FARC.

O recente artigo publicado em The Economist, cujo título é Do lado de quem o Brasil está?, a conceituada revista diz que "é hora de o presidente Lula da Silva defender a democracia em vez de abraçar os autocratas". Em boa hora alguém se faz a pergunta crucial, para desvelar de fato quem é e o que pretende o presidente brasileiro.
Em vários artigos procurei alertar aos que ainda se iludem com a fachada e os discursos apresentados por Lula mundo afora, que esse senhor não é nem jamais foi um democrata, tampouco está interessado em acabar com os conflitos regionais - entre Venezuela e Colômbia, Equador e Colômbia - porque ele é o cérebro de toda esta patifaria como cabeça do Foro de São Paulo.

Apesar de lançar a semente da dúvida sobre as reais intenções do presidente brasileiro, The Economist se equivoca em continuar acreditando no "torneiro" pobre que conquistou a presidência de um país continental, que tirou 13 milhões de pessoas da pobreza, ou que foi sua mediação na última cúpula do MERCOSUL que fez Chávez desistir de condenar a Colômbia pelo acordo militar com os Estados Unidos.

Bem, em primeiro lugar Lula não tirou da miséria 13 milhões de pessoas, senão que fez reféns de esmolas que ele chama de "bolsas" (de vários tipos) e que na verdade são simples e claramente compra de votos. É isso que reflete sua tão estrepitosa popularidade e que está causando a cultura do ócio entre os mais despossuídos. A mão-de-obra já começa a escassear, pois as pessoas preferem viver com a esmola governamental do que ter um trabalho digno, mesmo que seja modesto.

Um caso muito concreto disso ocorreu há pouco, no estado do Ceará. As indústrias têxteis necessitavam incrementar seus negócios e então recorreram ao governo para obter financiamento. O governo exigiu que se fizesse capacitação para as candidatas a costureiras no SENAC, desde que estas fossem beneficiárias o bolsa-família. Assim foi feito. Encerrado o curso e com o diploma na mão, as mulheres foram encaminhadas às indústrias para o processo de seleção mas nenhuma foi contratada. Qual o motivo disso? É o patrão capitalista que é mau com as operárias? Não, absolutamente. Nenhuma delas se dispôs a renunciar ao bolsa-família em troca de um emprego estável, preferindo trabalhar "por fora" o que, naturalmente, as indústrias não aceitaram. Isto pode ser conferido na edição do dia 14 de agosto passado no site do Gilberto Simões Pires, o Ponto Critico.com. Dinheiro dos contribuintes jogado na lixeira, indústrias sem pessoal capacitado e votos garantidos para o governo federal - Lula ou sua candidata, a terrorista Dilma Rousseff.

Do mesmo modo com relação à democracia e "moderação" de Lula. Desde que tomou posse em 2003, Lula não fez outra coisa que oferecer seu apoio a ditadores e a dilapidar a economia brasileira com governos da região, porém, claro, somente com os pertencentes ao Foro de São Paulo ou republiquetas africanas onde ele afirma que os brasileiros têm "dívidas históricas". O cocalero presidente boliviano pôs os tanques nas refinarias da Petrobras e Lula não disse nada, ao contrário, ainda deu razão a Morales. Foi à Venezuela e fez campanha para Chávez, com o descaramento de dizer aos venezuelanos que Chávez é o melhor presidente que a Venezuela já teve em mais de cem anos e que "nunca antes na história desse país se respirou tanta democracia", apesar de conhecer a perseguição aos opositores, aos jornalistas, aos estudantes e meios de comunicação. Há poucas semanas foi a vez do "pai da pátria" Fernando Lugo, e o Tratado de Itaipu. Mais uma vez o prejuízo vai ser pago pelos brasileiros, pois Lula cedeu aos caprichos de campanha de Lugo, apesar dos reclamos do ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, e do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli. Neste artigo é possível conhecer o que Lula disse a respeito a Lobão e Gabrielli, e também o linguajar chulo e grosseiro usado na discussão com seus auxiliares.

No caso da morte de Raúl Reyes, Lula se colocou contra a Colômbia, pois seu camarada do Foro de São Paulo foi abatido pelas Forças de Uribe. Não lhe importou nem um pouco se Correa atentava contra a Colômbia mantendo um terrorista em território equatoriano. Nem uma mísera palavra de condenação a Correa, senão apoio incondicional pela "agressão" à soberania do Equador por parte de Uribe. Do mesmo modo com Honduras, Lula - junto ao Foro de São Paulo, a OEA, a ALBA e todos os comunistas do mundo - insiste em condenar o "golpe de Estado", inclusive recebeu o ditador de meia tigela Zelaya, com honras de chefe de Estado, como se os brasileiros apoiassem esse ex presidente foragido.

Enquanto recebe Uribe e diz que "a Colômbia é soberana para fazer em seu país aquilo que melhor lhes convenha", com relação aos acordos recém feitos com os Estado Unidos, pelas suas costas - e mais uma vez estabelecido no recente encontro do Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo - exige explicações acerca da presença norte-americana nas bases militares da Colômbia. Lula vê nessa presença uma ameaça à soberania e segurança hemisférica, mas não diz nada dos acordos militares entre a Venezuela e a Rússia recém firmados (Chávez pode?), tampouco da entrega de lança-foguetes venezuelanos às FARC. Sobre isso Lula faz vista grossa e olha para o outro lado, como se fosse rotineiro e legal entre dois Estados, e não entre um Estado e um bando terrorista e narcotraficante.

Lula, Correa e Chávez, apoiados por Fidel, Morales e Ortega, repetem como papagaios de bordel que a presença norte-americana é uma "agressão" e uma "afronta" à estabilidade na região, porém na verdade eles temem é que com os sofisticados equipamentos se acabem descobrindo onde ou em que caverna se escondem os cabeças das FARC, ou que sejam postas a descoberto as rotas do tráfico em seus países que eles sabem da existência e calam cúmplices.

O The Economist termina sua nota dizendo que Lula deve "envergonhar Chávez traçando uma linha clara, pública e a favor da democracia", porém isso não é possível por dois motivos: primeiro, porque Lula e Chávez são as duas caras da mesma moeda. Entretanto, como Lula é o cabeça do Foro de São Paulo não pode ser tão intransigente e se expor como Chávez, senão que necessita "parecer" moderado, conciliador e que joga bem em todas as frentes - sobretudo com o comunista Obama -, para poder continuar dirigindo e implantando o comunismo no continente sem que ninguém perceba. E segundo, porque ele não pode ser ao mesmo tempo comunista e democrata, e não vai largar mão de seu projeto comunista continental, pactuado com o zumbi Fidel Castro há 19 anos. Não agora, que seu sonho já é realidade, com quinze presidentes eleitos pelo Foro de São Paulo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O banditismo por ideologia e forma de governo

O tucanismo, assim como o petismo, é um movimento cúmplice da corrupção socialista que destruiu o Brasil. Pouparam o camarada Lula do pior porque faturavam com isso na época; agora colhem o que merecem. Bem feito!

Yeda Crusius, Arthur Virgilio, Demóstenes Torres, Agripino Maia, que se cuidem. Se prevalecer a ação ou reação fascista-bolchevique do governo Lula e seus comparsas, eles estão ferrados.

No Rio Grande do Sul a República de Santa Maria, a central fascista da KGB de Tarso Genro, está a pleno vapor. Deu para ver a saliva escorrendo dos lábios daquela gurizada medonha do Ministério Público da República de Santa Maria. A arrogância fanática, a pose de seriedade digna dos juízes algozes dos Julgamentos de Moscou mostra o pavor reservado à governadora Yeda Crusius, apanhada por 20 mil telefonemas grampeados pelos diligentes promotores a mando de Solidários Chefes. Quem poderá escapar a tamanho cerco? É muito provável que Yeda ainda confesse em prol do socialismo tal como um Kamenev ou Bukarin!
Em Brasília já são ameaçados os falsos opositores do petralhismo lulista. A hora soou para Arthur Virgílio. Da minha parte nenhuma lágrima, nenhuma indignação - ele mereceu isso ao proteger Lula da cassação inevitável. O tucanismo é mais do que mera covardia: é um movimento cúmplice da corrupção socialista que destruiu o Brasil. Pouparam o camarada Lula do pior porque faturavam com isso na época; agora colhem o que merecem. Bem feito!

Que também se registre que deputados do PP do Rio Grande do Sul colhem a messe da traição aos seus eleitores. Eles trabalharam pelo socialismo vendendo a alma ao mefistofelismo petista ou aliado - é hora de pagar a conta.

O próprio estado do Rio Grande do Sul está muito próximo de sua vindima maldita. Em 2010 não saberá resistir ao fascismo eleitoral de Tarso Genro, porque ainda se engana com o socialismo franciscano de Pedro Simon, aquele que jejuou pelo MST. Há ainda quem se engane com esse homem!

Enquanto isso rejuvenescem os sarneys, os renans, e os mensaleiros, todos a um passo da absolvição final. Vamos de mal a pior. Da minha parte nenhuma lágrima, porque meus olhos secaram faz tempo. A vitória final dos profissionais do crime é inevitável.

O que mais falta? A destruição dos crucifixos, do Cristo Redentor? Em breve nem isso faltará.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A sindicalização da vontade humana

A ditadura nada mais é do que um desequilíbrio de valores: "Eu posso fazer o que ao outro é vedado". Logo contra ditaduras não precisa ter ética alguma, uma vez que isto é deles totalmente desconhecido

Os petistas não reconhecem os direitos de um sujeito na sua particularidade. Aceitam, por exemplo, a homossexualidade, mas como condição geradora de demandas, o que está longe de ser sinônimo de respeito ao homossexual na sua especificidade. Assim, o gay, para ser admitido no mundo dos justos, precisa ser um militante: exposto, "assumido", porta-voz de uma causa, carregando bandeira. Um negro tem de trazer a escravidão estampada na alma. Ou negará a si mesmo. Também à mulher cabe se organizar contra o seu feitor. Não existem indivíduos, mas categorias. É uma espécie de sindicalização do espírito, de corporativismo anímico. É preciso que as "minorias" sejam dotadas de um rancor escravo que as torne dependentes existenciais de seus algozes. O ódio impotente, que tem de conquistar na marra o que supostamente lhe falta, está na origem de uma nunca contada história sentimental das esquerdas.

Até nas guerras há coisas que não podem ser feitas. Mas, para tanto, é preciso ter uma ética. Trata-se daquele conjunto de interdições e permissões que tanto eu como meu adversário reconhecemos como aceitáveis e justas. Se esse acordo entre desiguais está presente até na guerra, isso significa que, sem ele, também não se faz a paz – e a democracia se torna impossível. A ditadura nada mais é do que um desequilíbrio de valores: "Eu posso fazer o que ao outro é vedado". O PT substituiu a ética pela administração das necessidades da hora.

A história da esquerda é a história do esmagamento do indivíduo e do homem que há, com suas precariedades, em nome do homem a haver, livre de "deformações". Seus utopistas nunca viram o horror, o massacre e a morte de milhões como empecilhos para construir esse "novo homem". "Só a esquerda?", logo indagaria um inconformado. Não. A direita também cometeu crimes hediondos. A diferença, o que não a perdoa moralmente, é que nunca reivindicou a condição de um novo humanismo. Em termos um tanto especulativos, pode-se dizer que a direita reacionária matou para tentar reconstruir o passado, e a esquerda revolucionária, dezenas de vezes mais para construir o futuro.
Outra diferença nada ligeira é que o fascismo, felizmente, não deixou senão defensores residuais e sem importância. Já os intelectuais do socialismo homicida, estão na academia, na imprensa, nos governos e integram o establishment das democracias, construídas à sua revelia.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Como se decompõe uma nação

Valores que acreditar segundo o governo revolucionário PT: Instaurar o império da impunidade. Assumir, como critério de juízo, a ideologia segundo a qual as vítimas da criminalidade são socialmente culpadas, ao passo que os bandidos são inocentes porque a sociedade os obriga a ser como são.

Em seu relatório de 2008, a International Transparency situa o Brasil em 80º lugar, com nota 3,5 sobre 10, no ranking da corrupção. Estamos nivelados com Burkina Faso, Marrocos, Arábia Saudita e Tailândia. Perdemos até para a Namíbia, Tunísia e Gana, países onde as práticas são consideradas mais corretas do que aqui. É constrangedor o que o mundo pensa de nós! Estou convencido, caro leitor, de que temos a obrigação moral de enfrentar essa pauta, refletindo sobre a realidade que os números refletem. É intenção deste artigo, portanto, identificar o que nos conduz a tão lamentável reconhecimento mundial.

Em contradição com a opinião de muitos, penso que o povo brasileiro é de boa índole. Nossa gente, em sua imensa maioria, tende a agir bem. Mas vem sendo submetida, essa boa gente, de modo sistemático, a uma estratégia perversora, cujo longo e tenebroso roteiro pode ser agrupado nos quatro conjuntos de ações que exemplifico a seguir, sem esgotar a pauta:

1. Ações pelo império do “politicamente correto”. Elas envolvem tolerar tudo, sempre, exceto a opinião do Papa. Combater a disciplina e jamais dizer “não” a si mesmo. Rejeitar a noção de limites. Inibir o exercício da autoridade nas famílias, escolas, instituições públicas e privadas. Abrandar as penas, tornar morosos os processos. Instaurar o império da impunidade. Assumir, como critério de juízo, a ideologia segundo a qual as vítimas da criminalidade são socialmente culpadas, ao passo que os bandidos são inocentes porque a sociedade os obriga a ser como são (tese do Marcola que coincide com o espírito da última Campanha da Fraternidade). Matreiro, Macunaíma, o herói sem caráter, piscará o olho.

2. Ações contra a identidade nacional. Elas envolvem reescrever a história do Brasil de modo a promover a cultura do ajuste de contas, da vingança e do resgate imediato de dívidas caducas. Denegrir o passado, borrar a imagem dos nossos grandes vultos, construir estátuas para bandidos e exibir, como novos modelos da nacionalidade, os peitos e bundas dos heróis e heroínas do BBB. Macunaíma esboçará um sorriso.

3. Ações contra a alma e a consciência das pessoas. Elas envolvem rejeitar, combater e, quando isso for inútil, tornar irrelevante a idéia de Deus. Sustentar que pecado é conceito medieval e que coisas como bem e mal são muito relativas, dependentes dos pontos de vista e da formação de cada um. Declarar obsoletos o exame de consciência, a coerência com a verdade e a retificação das condutas. Aceitar como válido que o erro de um sirva para justificar o erro de outro. Canonizar o deboche e debochar da virtude. Combater a Igreja desde fora, pela via do ateísmo militante, e desde dentro, invadindo os seminários com literatura marxista. Macunaíma rirá seu riso desalmado.

4. Ações contra a virtude. Elas envolvem atacar a instituição familiar, ambiente essencial à transmissão dos valores e assemelhá-la a uma coisa qualquer. Tornar abundante a vulgaridade. Servir licenciosidade e erotismo à infância e colocar a maior autoridade do país a distribuir camisinhas no carnaval. Evidenciar a inutilidade da Lei, tornando nítido, por todos os meios, que uns estão acima dela, que outros, sem quaisquer consequências, vivem fora dela e que outros, ainda, são credores do direito de a descumprir. Macunaíma, o herói sem caráter, rolará no chão, às gargalhadas.

Escrito por Percival Puggina