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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Os piratas da paz

Uma Flotilha da Liberdade jamais tentará aportar no Irã, na Coréia do Norte ou em Havana. Há pouco tempo, os turcos ameaçavam romper com Israel se não recebessem armas israelenses que compraram.


O choque entre a marinha israelense e a Flotilha da Liberdade levantou ondas de protesto e indignação no mundo e imediato tsunami condenatório sobre Israel. Mas a maré está baixando e emergem algumas verdades que naufragaram sob o peso do coro dos pacifistas - na verdade, piratas da paz. A primeira verdade: rejeitados apelos e propostas para evitar o confronto, já que a Flotilha da Liberdade estava decidida a furar o bloqueio militar, comandos israelenses começaram a descer por corda de um helicóptero no navio turco Mavi Marmara. Um a um, os soldados foram recebidos pelos militantes dos direitos humanos a golpes de barra de ferro, facadas e pauladas. Um foi jogado ao mar. De outro retiraram o fuzil. Um linchamento, contido a tiros.

A segunda verdade: Israel se deixou cair na armadilha. A Flotilha da Liberdade, organizada pelo movimento Gaza Livre e a ONG turca Insani Yardim Vakfi, dispunha de um canal aberto pelos israelenses para levar sua ajuda humanitária até Gaza. Só ancorar em Ashdod, passar pela alfândega e seguir pela estrada, tão curta que os mísseis do Hamas a atravessam inteira. Mas não: Bülent Yildrim, o humanitário-pacifista-chefe turco, é amigão de Ismail Haniya, o chefão do Hamas. Aos dois conviriam alguns mártires. E agora eles os exibem ao mundo.

A terceira verdade. Por que abordar a Flotilha da Liberdade? Esta era uma pergunta que se fazia ontem em Israel, país de tantos estrategistas de guerra quantos de técnicos de futebol no Brasil. A marinha poderia simplesmente bloquear o caminho. Ante alguma insistência, elevar o tom: um disparo de advertência. Teimosia? Acertar as máquinas dos navios e deixá-los singrar a esmo nas turbulentas águas políticas do Oriente Médio.

Yasser Arafat também quis navegar contra Israel. Em 1988, batizou um navio de O Retorno e o lotou de refugiados palestinos. O serviço secreto israelense o esperou ancorar em Chipre, escala também da Flotilha da Liberdade, e o sabotou ao ponto de só navegar a remo. Ironia do destino: Arafat partiu para o exílio num navio chamado Atlântida, o continente e sua Palestina perdidos. Uma opção final seria deixar um só dos seis navios ir até Gaza, sob escolta, sem considerar um precedente aberto.

A quarta verdade. Foi um massacre: durante o dia inteiro, o tsunami contra Israel rendeu bandeiras queimadas, protestos diante de embaixadas, passeatas, declarações oficiais de protesto e deixou até o nosso chanceler Celso Amorim "chocado", ele que não se abala com os mortos de Teerã e nem de Cuba. Os israelenses sempre perdem a guerra de Hasbará, palavra hebraica para esclarecimento. Quando pensam em esclarecer, o barulho da maioria automática do mundo árabe os sufoca. Em qualquer situação, serão culpados.

Uma Flotilha da Liberdade jamais tentará aportar no Irã, na Coréia do Norte ou em Havana. Há pouco tempo, os turcos ameaçavam romper com Israel se não recebessem armas israelenses que compraram.

São as contradições israelenses. Uma é armar o seu próprio inimigo. Outra: ontem à noite, membros do Conselho de Segurança da ONU pediram que Israel acabe com o bloqueio a Gaza - e foi o que Israel fez, exatamente, em 2005, para então virar o alvo de uma chuva constante de mísseis contra sua população civil - e daí o bloqueio e a Flotilha da Liberdade.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A grande mentira histórica brasileira : 1964 um golpe que nunca existiu

Sem ditaduras não há heróis e este tem sido o raciocínio que suporta a afirmação de muitos políticos para conquistar e manter-se no poder afirmação de que houve uma ditadura no Brasil entre 64 e 85 é falsa, é preciso passar os olhos da revisão histórica sobre esta época. Muitos dos que denunciaram as atrocidades unilaterais do governo daquela época são confirmadamente falsos e foram motivados por rasões financeiras.


Até estou disposto a discutir a idéia de que a liberdade intelectual corrompe o discurso público quando ela está envolvida a controvérsia. Contudo, não estou disposto a aceitar o que me disseram dizendo apenas que era a verdade na qual eu deveria creditar. Não sei por que, mas não estou disposto.

Compreendo perfeitamente que durante o regime que vigorou no Brasil entre 1964 a 1985, o regime daquela época havia tornado-se antidemocrático quando perseguia os guerrilheiros e terroristas que lutavam para instaurar um regime comunista de acordo com o modelo soviético daquela época.

Compreendo perfeitamente que em virtude do embate entre forças opositoras, muitas famílias conheceram profundas tragédias.
Contudo, eu já não acredito que o Estado brasileiro seguisse um plano para matar todos seus opositores ou mesmo forçando-os a viver no exílio.
As razões pelas quais já não acredito em nenhuma das histórias que me são contadas baseia-se na não existência nos dias de hoje de vestígios físicos ou mesmo provas autenticas de que o regime que vigorou no Brasil entre 1964 a 1985 tenha assumido o poder para matar pessoas inocentes, torturar pessoas inocentes, perseguir estudantes e profissionais de diversos ramos de forma aleatória.
Penso que as histórias de torturas, mortes e atentados não passa de uma falsificação grotesca por parte de governantes que, para se manter no poder, tenham que de alguma forma procurar aliados em correntes políticas que preservam o resquício do pensamento comunista da guerra fria.

Durante estes últimos 25 anos (1/4 de século) qualquer um que venha a apresentar-se como vitima injustiçada de tal regime tem colhido bons dividendos, tanto políticos quanto financeiros.

A alegação de tortura e assassinatos patrocinados pelo estado sempre estive no centro da discução sobre a “redemocratização do Brasil”. A tortura, o assassinato e aliado ao cerceamento da liberdade, são argumentos completamente inseparáveis. Sem ditaduras não há heróis. É a equação. É o raciocínio que suporta a afirmação de muitos políticos para conquistar e manter-se no poder, entretanto a afirmação de que houve uma ditadura no Brasil entre 64 e 85 é falsa, é preciso passar os olhos da revisão histórica sobre esta época.
Muitos dos que denunciaram as atrocidades unilaterais do governo daquela época são confirmadamente falsos.
É errado levantar falsos testemunhos contra terceiros -- a maior parte de nós foi ensinada a perceber isso quando éramos crianças. Os falsos testemunhos contra os militares brasileiros, juntamente com quem os promove, devem ser expostos à luz da investigação pública. A tentativa de identificar cada sugestão de debate aberto sobre as controvérsias que envolveram o do regime político daquela época tem sido unilateral e abordado de forma infantil sendo visto como a luta do bem contra o mal, sendo que o lado do mal era o regime vigente.

Já aqueles que protestam ser mais importante a sensibilidade para com os "sobreviventes" do que com a verdade histórica representa uma visão do mundo que não tem cabimento na cultura ocidental.
Estou disposto a deixar-me convencer que estou errado em parte ou na totalidade. Estou disposto a deixar-me convencer que é odioso apresentar provas a favor ou contra as torturadores a soldo do estado.
Até estou disposto a discutir a idéia de que a liberdade intelectual corrompe o discurso público quando ela está envolvida a controvérsia.
Contudo, não estou disposto a aceitar o que me disseram dizendo apenas que era a verdade na qual eu deveria creditar. Não sei por que, mas não estou disposto.