sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O monopólio da maldade e a grande mentira

“Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos obter nosso jantar, mas da consideração que têm pelo seu próprio interesse. Dirigimo-nos, não à sua generosidade, mas ao seu amor próprio, pois nunca os comovemos pelas nossas necessidades, mas pelas vantagens que ele logrará”

Dias destes, eu estava navegando pela internet e encontrei um site que mostrava fotografias de campo de refugiado na África. Numa das fotos um abutre observava uma criança como se esperasse o momento certo para banqueteá-la, a legenda da fotografia não trazia data e local ou qualquer outra informação, apenas uma legenda que dizia que aquilo era conseqüência da exploração do capitalismo e do imperialismo das nações ocidentais como se deles fossem o monopólio da maldade.
Realmente quando se vê pelo mundo afora a má distribuição de riquezas, o flagelo de milhões de pessoas em países subdesenvolvidos vivendo em condições extremas.
Quando se vêem que tem tanto e tantos que têm tão poucos.
Quando se vê a ganância e a concentração de poder envolvido em torno da dominação e manutenção de sistemas de governos corruptos, muita gente poderia ter duvidas sobre o capitalismo e talvez você mesmo tenha tido este pensamento: “Será que o capitalista é apenas motivado pela ganância e que talvez ela não seja uma boa idéia para motivar uma sociedade e que bom mesmo são os comunistas?”.
Mas antes de se deixar levar por este pensamento é preciso saber se existe uma sociedade organizada em algum lugar do mundo que não seja movida pela ganância, se tal estado existe de fato, ou será que na antiga União Soviética não havia ganâncias ou mesmo na atual Cuba não existe ganância, ou se na China atual é desprovida de ganância.
O mundo é movido por indivíduos que perseguem seus interesses distintos. As grandes conquistas da civilização não vieram de escritórios do governo. Einstein não construiu a sua teoria por ordem de um burocrata e Henri Ford não revolucionou os processos industriais por palpites do governo.
Somente os únicos casos em que as massas escapam da situação de pobreza é através do capitalismo de que estamos falando e isto pode ser comprado pela história documentada. As sociedades que aderiram ao livre comércio são onde justamente o nível de vida e o respeito às leis dos direitos humano são respeitados e se você quer saber onde a situação de miséria é mais grave, é exatamente nos tipos de sociedade que se afastam destas medidas e o registro da historia pode comprovar tais coisas. O que esta sendo aqui afirmado é que infelizmente ainda não existe outra alternativa para melhorar a vida das pessoas comuns fora do capitalismo e da democracia.
Neste momento alguém bem intencionado pode até pensar - "Mas isso parece premiar não o mérito, mas sim a habilidade pessoal de manipular o sistema". Mas sinceramente, você acredita que os armazéns do regime comunista em Cuba ou na Coréia do norte premiam apenas o mérito pessoal e não a habilidade com que as pessoas conseguem certos privilégios dentro de tais regimes? O sistema de governo de Hitler premiava o mérito? Quem aqui acredita que Lula, o presidente do Brasil, ou dos Estados Unidos premiam apenas o mérito escolhendo somente as melhores pessoas para compor o governo como base de sustentação apenas pelo conhecimento de cada uma delas? Será que estou diante de alguém que de tão inocente acredita ser verdade que o interesse político próprio é mais nobre de que os interesses econômicos e a ambição? Então diga-me : "Onde estão estes anjos que foram enviados por Deus e que decidem todas as questões para nós?"
Adam Smith
deixou um ensinamento que faz neste momento ser lembrado: “Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos obter nosso jantar, mas da consideração que têm pelo seu próprio interesse. Dirigimo-nos, não à sua generosidade, mas ao seu amor próprio, pois nunca os comovemos pelas nossas necessidades, mas pelas vantagens que ele logrará”.


Foto: kevin carter, 1993

Saiba mais sobre Kevin Carter o autor desta fotografia

sábado, 24 de outubro de 2009

Ah! Saramago, Saramago!!!

Saramago prega uma estranha "Elite Global", que se arroga substituir Deus na mente e coração dos homens, para a qual o Cristianismo é um sério obstáculo. Daí o seu esforço para desacreditá-lo e para, mais tarde, substituí-lo por uma Fé estritamente materialista, mais conveniente aos seus obscuros “negócios”. Temos pena que Saramago não veja isto, sendo um homem tão preocupado com os pobres.


Exultámos quando Saramago ganhou o Nobel da Literatura. Solidarizámo-nos com ele quando a sua obra “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” foi vetada da lista concorrente a um prémio literário Europeu, em 1991, pela mão do então Sub-Secretário de Estado adjunto da Cultura, Sousa Lara. Porém agora, com o seu pronunciamento anti-bíblico em Penafiel, na apresentação do seu romance “Caim”, não podemos mais estar do seu lado, embora continuemos a ler os seus trabalhos, inclusive este último, apesar de tudo. Não faremos autocensura, como muitos o fazem. Isso seria uma birra de criança mal educada… É necessário conhecer a obra, para conhecer o seu autor. Temos dúvidas porém que Saramago o faça, ou que o tenha feito em profundidade em relação à Bíblia, que resolveu invectivar.
Pelas suas declarações, algumas roçando o anedótico, como aquela de que Deus nunca mais trabalhou depois de ter feito o Mundo e o Homem… como se o Criador fosse humano, Saramago faz uma interpretação literal do texto bíblico sem atender ao seu contexto antropológico cultural.
Nisto faz o mesmo que qualquer seita que anda de porta em porta a anunciar o fim dos tempos… só que com sinal contrário. Mais, ignora, propositadamente ou não, que o Livro do Génesis não é genuíno a respeito das narrações que faz sobre a Criação, a Tentação e Queda do Paraíso, o Dilúvio, etc., etc. Tais narrações remontam aos primórdios da Civilização, sendo algumas ainda mais antigas do que esta e de procedência diversa, o que significa que desde que o homem se libertou da sua condição puramente animal, tais questões estiveram sempre presentes no espírito dele, não tendo sido uma manipulação da Igreja. Os mitos e lendas antiquíssimos chegaram oralmente aos ouvidos de Moisés no decorrer de muitas gerações. O autor do Pentateuco limitou-se a “reescrever” a “origem das origens”, numa linguagem muito própria com sentido apologético, em ordem à coesão espiritual e social do seu povo, na longa caminhada pelo deserto do Sinai, correspondendo aos conhecimentos disponíveis na época. Nem podia ser de outro modo.
Recordemos, por outro lado, que Abraão, tido como patriarca dos povos semitas (Judeus e Árabes), que para alguns exegetas trata-se de uma personagem histórica ficcional, como Adão e Eva, criada para explicar a origem do povo Hebraico, procedeu de uma cultura pagã da Mesopotâmia.
Nesta era hábito apaziguar o furor dos deuses ou pagar-se os seus favores com sacrifícios de animais e até de humanos, prática que infelizmente ainda existe em muitas partes do Globo. Daí, numa demonstração máxima de obediência a Deus, Abraão estivesse na disposição de sacrificar o seu próprio filho, tendo acabado por sacrificar um cordeiro. Mas isso foi o seu modo, ainda pagão, de provar a sua extrema fidelidade e confiança em Jeová, seu novo deus.
A grande herança cultural e religiosa que recebemos dos homens de antanho, foi precisamente a passagem de uma religião animista, primitiva, sacrificial, para uma religião monoteísta, que com o advento de Cristo, adquiriu a sua máxima expressão humana e civilizada.
Ora, José Saramago parece não compreender isto e não compreendendo, não compreende o sentido do que é narrado desde o Génesis ao Apocalipse. A crueldade e as guerras estão lá precisamente para nos lembrar que não devemos repetir, nos nossos dias, tais “pecados”.
Infelizmente sabemos que a saga do mal está bem presente entre nós, povos civilizados, independentemente do entendimento que tenhamos da Bíblia, não sendo verdade que esta seja um manual de instruções para cometer crimes lesa a Humanidade.
Saramago embora pareça um “espírito livre”, é contudo fortemente condicionado pelo Materialismo Dialéctico, que se reflecte nas suas obras. Tal pensamento filosófico que também nos fascinou nos nossos “verdes anos”, caracteriza-se fundamentalmente por não reconhecer, em absoluto, o lado espiritual da natureza humana, ou seja, a sua ambivalência, que só é contraditória à luz do Positivismo de Auguste Comte e de seus discípulos, base da refutação e negação da Religião, como fenómeno intrínseco da condição humana. Daí ele recusar a Fé e tudo o que esta representa.
Lembramo-nos que numa certa entrevista o laureado da Academia Sueca confessou a sua incapacidade para crer em Deus, concluindo que os crentes certamente serão mais felizes do que ele por crerem na Eternidade… Esta confissão reconhece o lado puramente funcional da Religião, mas despreza por completo a experiência transcendental de milhões de homens, ao longo da História e no Presente. Tal pensamento é típico de uma doutrina que vê o Homem apenas como um animal racional e o seu cérebro, não a fonte complexa da Inteligência, quiçá a sede operacional do Espírito, mas um órgão que apenas segrega ideias, como outros que segregam os fluidos necessários ao metabolismo do organismo humano. Portanto, só matéria e nada, mais… Por outro lado, há no pensamento de Saramago um darwinismo fatalista em que tudo termina com a morte, reduzindo o homem apenas a mais uma espécie zoológica entre milhares de outras com as quais se aparenta.
No seu pronunciamento anti-bíblico em Penafiel não afrontou apenas a Fé, mas a mais fundamental obra da Cultura Judaico-Cristã, de que ele é beneficiário, quer queira ou não. Tanto que o texto bíblico já lhe propiciou duas obras. Polémicas é certo, mas, sem essa influência cultural benigna, apesar da crueldade que ele faz questão de salientar, não as poderia criar e se as criasse, não teria certamente mercado… Ora ninguém escreve do nada para ninguém…
Nesta sua cruzada contra Deus e a Religião, mais em particular, contra o Cristianismo, Saramago acaba por fazer coro, conscientemente ou não, com os propósitos fracturantes da Nova Ordem Económica e Social, concebida e dirigida por homens como Rockfeller, Rothschild, Henry Kissinger, etc., os quais preconizam desde há muito a redução da Humanidade a 1/3, alegando um excesso de população mundial em razão dos recursos disponíveis, o que não é verdade.
Não o é, porque ninguém ainda foi capaz de o demonstrar, independentemente da Economia vigente que é, esta sim, a responsável pela fome no mundo, pelos profundos desequilíbrios sociais e por uma injusta redistribuição da riqueza mundial criada. Para tanto, tais ideólogos do Governo Mundial criaram e mantém várias agências (ONGs), sob diferentes designações, algumas aparentemente inocentes e até filantrópicas, que por todo o mundo promovem a cruel doutrina da “morte assistida” (o aborto social e a eutanásia) e o prazer sexual fora do contexto natural. O programa de educação sexual que se pretende implementar em Portugal, por exemplo, é um autêntico convite à perversão sexual, cuja origem reporta-se a tais organizações. Tais agências funcionam como lobbies junto dos Governos Nacionais pressionando a adopção de políticas que cumpram os desígnios da Elite Global, algumas já reguladas pela lei, das quais o Mundo Ocidental já se recente, pelo crescente envelhecimento da sua população por falta de uma taxa de nascimentos que a rejuvenesça.

A obsessão de Saramago pela mítica crueldade que retira literalmente da Bíblia, fruto de uma exegese sem fôlego antropológico, fá-lo esquecer a actual, que é uma crueldade ditada não pela mão de Jeová, mas pela Elite Global, que se arroga substituir Deus na mente e coração dos homens, para a qual o Cristianismo é um sério obstáculo. Daí o seu esforço para desacreditá-lo e para, mais tarde, substituí-lo por uma Fé estritamente materialista, mais conveniente aos seus obscuros “negócios”. Temos pena que Saramago não veja isto, sendo um homem tão preocupado com os pobres.


Por: Artur Rosa Teixeira
artur.teixeira1946@gmail.com

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sobre os nordestinos de Lula

E os nordestinos que Lula defendia quando emprestou seu apoio a Renan Calheiros, José Sarney e Fernando Collor? Ele estava mesmo pensando na emancipação do povo, no fim da indústria da seca e dos desmandos? Mas não é só isso.

Está claro, e os blogueiros de aluguel já insistem na estupidez, que o PT tentará caracterizar José Serra como antinordestino. E a imprensa brasileira vai dizer se vai colaborar ou não com o partido na tática da difamação — que em nada fica a dever a qualquer pregação preconceituosa. Explico-me: o mesmo mecanismo que leva alguém a fazer propaganda contra nordestinos (ou contra mulheres, negros, gays, gordos, sei lá eu…) — e isso seria digno de repúdio — leva a acusar o “outro” de ser contra nordestinos (ou mulheres, negros etc) quando sabe que isso é, obviamente, falso.

Se faço tal acusação contra um adversário meu na esperança de que isso possa prejudicá-lo, espero que eventuais desigualdades sociais ou disparidades regionais sejam usadas como mecanismo de retaliação. Ora, ninguém aciona esse botão para resolver o problema; isso é feito na esperança de que surja um “sentimento coletivo dos discriminados” contra alguém, que é só a força contrária do “sentimento de alguém” contra os “discriminados”. A acusação, entendo, é um crime similar ao do preconceito ele-mesmo. E se trata, é óbvio, de uma vigarice.

Como bem indagou a leitora Yara Chiara, eram os nordestinos que Lula defendia quando emprestou seu apoio a Renan Calheiros, José Sarney e Fernando Collor? Ele estava mesmo pensando na emancipação do povo, no fim da indústria da seca e dos desmandos?Mas não é só isso.

Eis uma briga que Serra deveria comprar. Será mesmo que os “nordestinos pobres de Lula” vivem melhor do que os “nordestinos pobres de Serra”? Será mesmo que Lula deu mais assistência aos nordestinos do Nordeste do que dá São Paulo aos que vivem e trabalham no Estado? Será que os nordestinos de baixa renda do Nordeste, que Lula parece tomar como o fundo do seu quintal, dispõem dos mesmos programas sociais de que dispõem os de baixa renda da cidade de São Paulo?

Pois eu lhes digo — e pouco me importa a popularidade de Lula na região: se o critério for este, então quem não gosta de nordestino é Lula. São Paulo gosta. E ele próprio é o melhor exemplo do que estou dizendo. Há mais programas sociais e escolas na antiga favela de Heliópolis — onde há grande contingente de nordestinos — do que em qualquer cidade pobre daquela região. Mas não só lá.

Nordestinos de todas as faixas de renda se espalham em todos os bairros a cidade de São Paulo e dispõem, cada vez mais, de aparelhos públicos com os quais as áreas miseráveis do Nordeste nem podem sonhar. A razão é simples: em vez de pirotecnia, discurso demagógico e megalomania, tem-se assistência social crescente, como hospitais e postos de saúde. Eu desafio Lula a provar que o nordestino pobre do Nordeste, que ele toma como propriedade sua, dispõe de serviços melhores do que o nordestino pobre de São Paulo.

“Ah, você está comparando coisas diferentes! Então os governos dos Estados é que deveriam estar sendo cotejados”. Não estou, não! A ilação vigarista sobre Serra não gostar de nordestinos é de Lula e do PT. Se ele, em vez de torrar bilhões na obra megalômana do São Francisco, tivesse se dedicado à simples construção de cisternas, muitas pessoas que hoje ainda bebem água barrenta estariam bebendo água potável. Muita morte por desidratação teria sido evitada.

Se é assim, o negócio é ir aos números.


Por : Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A prostituição e a nova moral no paraíso socialista

Você sabia que o que realmente se passa é que Cuba não tem nada para vender, nem com que pagar o que compra, indústrias são muito atrasadas em tecnologia, improdutivas e sem competivividade e que as jineteras, as prostitutas cubanas, são o que há de mais moderno em Cuba dentro da nova moral revolucionária rumo ao comunismo?


Você sabia que em Cuba o talão de racionamento está calculado para 1.800 calorias por pessoa e que muitos produtos mencionados no talão só existem em fantasia, enquanto outros aparecem e desaparecem conforme as colheitas?
Você sabia que quatro anos atrás o talão de racionamento era de 1.600 calorias, que houve uma epidemia de doenças mentais e de crianças nascidas defeituosas, que Fidel lançou a culpa disso sobre uma suposta guerra biológica empreendida pela CIA, que a Organização Mundial da Saúde descobriu que era um problema de avitaminose causada pelo racionamento de vitaminas e proteínas, que a OMS então enviou pastilhas multivitamínicas para socorrer a população cubana e obrigou o governo a subir a ração para 1.800 calorias?
Você sabia que em Cuba não se consegue obter, porque não constam do talão de racionamento, nem papel higiênico, nem sabonete, nem toalhas sanitárias, nem leite para adultos, entre outras coisas?
Você sabia que em Cuba está proibido o acesso dos cidadãos à internet, que dá cadeia ler coisas proibidas pelo regime, ouvir rádios e ver estações de TV estrangeiras, que é delito opinar contra o regime, que os Comitês de Defesa da Revolução, que funcionam em cada quarteirão, mantêm um registro das atividades de todos os moradores e que quem conste como suspeito de não apoiar o regime está encrencado?
Você sabia que em Cuba os encanamentos estão obsoletos e estragados e mais de 50 por cento das casas não recebem água diretamente? Que a água, onde chega, é somente por algumas horas, e que, onde não chega, os caminhões-pipa só vêm uma vez por semana?
Você sabia que em Cuba a eletricidade só funciona algumas horas por dia, que os apagões são diários, estragando os poucos equipamentos elétricos que restam na ilha?
Você sabia que Fidel justifica sua revolução por seus supostos êxitos na saúde e na educação, mas que em matéria de saúde Cuba está no quinto lugar na escala latino americana segundo as estatísticas mais recentes da OMS (abaixo, por exemplo, do Chile, da Argentina e do Uruguai)? Você sabia que em educação Cuba está abaixo do Chile, da Argentina, do Uruguai e da Costa Rica, segundo a Unesco?
Você sabia que no convênio Cuba-EUA, firmado por causa da multiplicação de balseiros fugitivos, os EUA recebem anualmente 22 mil cubanos, só em imigração legal, enquanto na lista da Seção de Interessados, em Havana, constam mais de 700 mil aspirantes a ir embora para Miami, embora todos os fichados como emigrantes virtuais sofram as piores represálias, sejam condenados a trabalhos forçados e seus filhos sejam obrigados a freqüentar escolas especiais de "reeducação revolucionária"? Você sabia que, apesar de todos os riscos, quem tenha acesso a uma embarcação e a uma bússola se lança ao "mar da felicidade", fugindo daquele inferno?
Você sabia que Fidel usa como desculpa de seu tremendo fracasso o suposto bloqueio do imperialismo internacional, ao mesmo tempo que seu chanceler Perez Roque se gaba de que Cuba tem relações comerciais com 115 países e de que recebe créditos preferenciais do Banco da União Européia?
Você sabia que o que realmente se passa é que Cuba não tem nada para vender, nem com que pagar o que compra, que suas indústrias são muito atrasadas em tecnologia, improdutivas e sem competivividade, com uma burocracia excessiva e um enorme desemprego, dirigidas por líderes políticos e personagens fiéis à revolução e não por uma gerência profissional?
Você sabia que as jineteras, prostitutas cubanas, são o mais moderno exemplo da mais nova moral revolucionária?

Por último:
Você sabia que Cuba é o último reduto de um sistema que foi expulso a pontapés pelos povos da Europa Oriental, que os habitantes desses países consideram que aquilo foi um pesadelo que não querem recordar, e que os Partidos Comunistas, envergonhados e desprezados, mudaram de nome para enganar com nova máscara?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A última democracia da américa latina pode estar chegando ao fim

Em Honduras, a justiça o congresso a imprensa a Igreja e os sindicatos… Cada instituição ou ente da República vivia na plenitude de seus direitos. Era assim até que Lula irrompesse no cenário. O que está em jogo em Honduras é mais do que reinstalar ou não Zelaya no poder. É saber qual é o limite da dita soberania de um governo eleito pelo povo. Será ele tão poderoso que pode afrontar a própria Constituição que dá legitimidade à escolha democrática? Ora, para um democrata, a resposta óbvia é “Não”.


A tentativa levada a efeito por Hugo Chávez, Lula e Daniel Ortega de reinstalar, à força, Manuel Zelaya no poder, em Honduras, obedece a uma espécie de diretriz das esquerdas latino-americanas: evidenciar que os Poderes Legislativo e Judiciário nada podem contra um “presidente eleito pelo povo”, pouco importa o que ele faça e como se comporte. As urnas confeririam ao eleito uma autoridade que estaria acima da própria Constituição. Assim se deram as “mudanças” na Venezuela, na Bolívia e no Equador. O primeiro país já é uma ditadura; os dois outros estão a caminho, seguidos de perto por Nicarágua. Não pensem que Lula é estranho a este sentimento. É que, no Brasil, as coisas têm de ser feitas de outro modo. O fato é que estamos, no continente, diante de uma óbvia hipertrofia do Poder Executivo, que passa a reivindicar o poder absoluto ancorado na “legitimidade popular”. A fórmula, assim, fica simples: “Zelaya foi eleito? Então tem de governar”, pouco importa se de acordo com a Constituição ou contra ela.

Por isso a conspirata de agora contra o governo hondurenho. A verdade cristalina, evidente, comprovada pelos fatos, é que Honduras, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelo estúpido isolamento a que vem sendo submetida depois da deposição constitucional de Manuel Zelaya, estava vivendo relativamente em paz. E o advérbio fica por conta das naturais dificuldades que enfrenta um país nessas condições. Justiça, Congresso, imprensa, Igreja, sindicatos… Cada instituição ou ente da República vivia na plenitude de seus direitos. Era assim até que Lula irrompesse no cenário.

Não custa lembrar: Zelaya foi deposto para que a lei se cumprisse.

Ocorre que Hugo Chávez anunciou o que chamou de “golpe”, o Brasil seguiu atrás como cachorro vagabundo atrás do caminhão de gás, e José Miguel Insulza, o asqueroso socialista chileno que preside a OEA, estrilou e anteviu guerra civil… Aí veio o governo de Barack Hussein, que terceirizou para Madame Clinton o “setor América Latina”. E a imprensa mundial, incluindo a brasileira, que chega a estar infiltrada pela assessoria de imprensa de Celso Amorim, saiu, bovinamente, a protestar contra o “golpe”.

Que golpe? A Constituição evidencia que Zelaya caiu para preservar as instituições. Ele estava fazendo um plebiscito declarado ilegal pela Justiça e rejeitado pelo Congresso. Deu ordens ao Exército que contrariavam a Constituição. Foi deposto pela Justiça.

Honduras vivia, então, relativamente em paz. Cedo ou tarde, o governo que saísse das urnas acabaria sendo reconhecido. Mas uma novidade insuportável estaria dada para Lula, bolivarianos e seus amigos: O presidente que recorrer às eleições para afrontar a constituição cai. E é derrubado democraticamente. O próprio Lula, pesquisem, chegou a comentar: “Se isso vira moda…” Pois é, se isso “vira moda”, o bolivarianismo vai para o vinagre. Honduras, com efeito, é um país pequeno demais para incomodar tanto. a questão é de princípio para os autoritários. Eles precisam da soberania absoluta - e absolutista - das urnas para levar adiante o seu projeto de ditadura.

Assim, Lula, Ortega e Chávez se articularam para instaurar em Honduras o caos, a desordem, o clima de guerra civil. E pouco se importaram ou se importam com o destino dos hondurenhos. A sorte do governo provisório - e da população - é que Zelaya tem o apoio de uma minoria que chega a ser ridícula. Por isso, os distúrbios de rua são contidos com relativa facilidade. Chávez estava e está determinado a provocar um banho de sangue no país, como ficou evidente nas duas outras vezes em Zelaya tentou voltar. Na semana seguinte ao conflito, esquerdistas da Venezuela e da Nicarágua foram presos no país. Estavam lá com o único fito de participar das manifestações.

O que está em jogo em Honduras é mais do que reinstalar ou não Zelaya no poder. É saber qual é o limite da dita soberania de um governo eleito pelo povo. Será ele tão poderoso que pode afrontar a própria Constituição que dá legitimidade à escolha democrática? Ora, para um democrata, a resposta óbvia é “Não”. O povo não é soberano para rasgar a Constituição que declara a sua soberania, entenderam? E isso significa que há regras. As da Constituição hondurenha foram violadas por Zelaya.

Trata-se, em suma, de um choque entre a legalidade democrática e, se me permitem o populismo absolutista. Houvesse um governo nos EUA e não um garoto-propaganda das ONGs, que tem a ambição de governar o país a partir da TV e da Internet, isso já teria ficado claro há tempos. E esses ratos gordos não estariam tão assanhados. O problema é que o gato está cuidando da maquiagem para mais um espetáculo, mais uma entrevista, mais um show midiático.